Monthly Archives: Setembro 2014

Euro-regiões

Euroregions_400_317Na página de apresentação da Portugalécia dizemos que somos pela criação e desenvolvimento de Euro-regiões.

Mas afinal o que são Euro-regiões?

Para responder a esta questão fizemos alguma investigação pelo “mar” da internet.

Neste particular a Wikipédia, normalmente dá-nos uma valiosa ajuda. No entanto temos que ter cuidado, pois há situações em que a informação disponibilizada está completamente desatualizada. É o caso da versão portuguesa relativa às Euro-regiões. Já a versão em galego está mais atualizada, por isso pesquizamos por Eurorrexión na Wikipédia em galego.

Depois fomos à procura de legislação europeia relacionada com este assunto. No Jornal Oficial da União Europeia encontramos o REGULAMENTO (CE) N.º 1082/2006 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 5 de Julho de 2006 relativo aos agrupamentos europeus de cooperação territorial (AECT) que a seguir reproduzimos:

De seguida procuramos legislação portuguesa associada a este Regulamento Europeu. No Diário da República chegamos ao Decreto-Lei n.º 376/2007 de 8 de Novembro que também reproduzimos:

Continuamos a nossa pesquiza e descobrimos existir uma Associação das Regiões de Fronteira da Europa (ARFE).

A ARFE (AEBR em inglês) tem como principal objetivo fomentar a cooperação e atuar em prol de todas as regiões europeias de fronteira e transfronteiriças:

  • assumindo como tarefa a transformação dos seus problemas e oportunidades em projetos concretos;
  • defendendo os seus interesses junto das instituições e autoridades nacionais e internacionais, nomeadamente junto da Comissão Europeia;
  • apoiando e coordenando a sua cooperação no seio da Europa (criação de uma rede);
  • trocando know-how e informação com vista à formulação de respostas e coordenação de projetos de interesse comum.

No site da AEBR consultamos a Lista das Euro-regiões e o respetivo mapa.

Depois fomos ver as notícias.  Encontramos várias notícias sobre Portugal, Galiza e Astúrias, sendo as mais recentes:

Vimos, também, um novo vídeo sobre a Política de Coesão da União Europeia que aqui apresentamos.

Em Portugal as entidades que coordenam os assuntos relacionados com as Euro-regiões são as CCDR – Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Na Wikipédia em galego fomos ver a informação sobre Eurorrexión Galicia-Norte de Portugal.

Depois vimos o vídeo sobre a Criação da Macro Região do Sudoeste Europeu.

Conclusão:

Pelo que investigamos, até ao momento, Euro-regiões não é um mito. Existem projetos já implementados e outros em fase de implementação.

Portugal e Espanha parecem estar no bom caminho no que toca à Cooperação Transfronteiriça.

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Língua Portuguesa – As políticas da Língua Portuguesa

Academia Galega da Língua Portuguesa organizou no passado dia 26 de junho, em Santiago de Compostela,  o seminário A Lei Paz-Andrade e as Políticas de Língua.

Os oradores foram parte importante do presente e futuro do português na Galiza e na CPLP.

Para além do Secretário Geral de Política Linguística do Governo Autónomo galego, Valentín García, tiveram participação ativa no seminário o Diretor Executivo do IILP, Gilvan Olveira, o Embaixador Eugénio Anacoreta Correia, do Observatório da Língua Portuguesa, a Coordenadora da Equipa Técnica Central do PPPLE – Portal do Professor de Português Língua Estrangeira do IILP, Edleise Mendes, e o professor Rolf Kemmler, da UTAD.

Foi um seminário de alto nivel como prova o vídeo a seguir apresentado.

Concerto Solidário

Concerto no Auditório Nacional de Música – Madrid

LOGO1-3_220_158Hoje Portugalécia não faz por menos…

Para comemorar o atingimento da primeira centena de amigos Portugalécia na página do Facebook, oferecemos, a todos os nossoa amigos, entradas  no Auditório Nacional de Música de Madrid para o Concerto Solidário “Voces para la Paz”.

Entremos, pois o concerto está a começar…

Auditorio_Nacional_de_Música_(Madrid)_01Para já a oferta foi virtual… Quem sabe no futuro possa ser real.

Espero que tenham gostado.

História de Portugal

História de Portugal pelo Prof. José Hermano Saraiva

jose-hermano-saraiva-1450Nesta publicação revemos a História de Portugal contada pelo Prof. José Hermano Saraiva.

Antes de iniciarmos a apresentação dos 6 episódios da História de Portugal proponho que vejamos um excelente documentário biográfico sobre o Prof. José Hermano Saraiva, ilustrado com imagens de arquivo, e complementado com o seu testemunho pessoal e o de familiares, colegas e amigos.

José Hermano Saraiva

O Prof. José Hermano Saraiva partiu para a eternidade, com 92 anos de idade, a 20 de Julho de 2012, na vila de Palmela.

Prof. José Hermano Saraiva

Passemos agora a apresentar os episódios da História de Portugal:

Volume I – Das Origens à Revolução de 1245/48

Neste vídeo expõem-se as raízes mais antigas da nacionalidade e dá-se particular relevo à acção colonizadora dos Romanos, aos aspectos sociais da Reconquista cristã, ao despertar da Independência Portuguesa e por fim à primeira grande crise monárquica que culmina com a deposição de D. Sancho II e o reinado de D. Afonso III, o Bolonhês, que introduz uma época nova na História nacional.

Volume II – De D.Dinis à Conquista de Ceuta (1248-1415)

Este vídeo começa com alguns dados essenciais sobre a vida de Santo António e de Pedro Hispano, o único papa português. Referem-se os progressos da época de D. Dinis e a tragédia da guerra civil que afogou em sangue o fim desse reinado. É no tempo do seu sucessor que Portugal é devastado pela “peste negra”, com consequências sociais relevantes.

Da mesma época é o drama da morte de Inês de Castro, para o qual se propõe explicação diferente da que até hoje nos deram.

A crise europeia enche de sombras o reinado de D. Fernando, que além de um casamento afrontoso para o povo, comete os erros de inúteis guerras com Castela e da publicação de leis que impõem o trabalho rural obrigatório. São estes os dados que desencadeiam a crise dinástica que encontra como expoentes o mestre de Avis e Nuno Álvares Pereira e que introduzem uma época nova, marcada pelo triunfo dos interesses da alta burguesia e pela conquista de Ceuta em 1415.

Volume III – Da Expansão à Restauração (1415-1640)

O Século XV é marcado em Portugal pela expansão atlântica, com a descoberta de toda a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança e pela tentativa da formação de um império norte-africano, e fundação de cidades-fortalezas no litoral do Magrebe.

Portugal intervém na política ibérica a propósito da sucessão do trono espanhol. O Rei D. João II define uma enérgica política de autoridade monárquica e concebe o plano de uma ligação marítima directa entre Lisboa e os portos asiáticos produtores de especiarias. A viagem de Vasco da Gama inicia o ciclo do Império Oriental, mas a tragédia de Alcácer Quibir e a morte de D. Sebastião afundam o país numa crise que conduz à perda da independência.

Volume IV – Iluminismo / Pombalismo – Revolução Liberal e Regeneração (1640-1851)

À Restauração de 1640 segue-se uma prolongada guerra só termina em 1668 e que fez mergulhar o País numa crise profunda. É a economia do Brasil que está na base da política adoptada por D. João V e também das ousadas reformas empreendidas pelo Marquês de Pombal que visam modernizar o Estado e consolidar o poder monárquico.

No fim do século XVIII as repercussões das Invasões Francesas fazem-se sentir em toda a Europa e Portugal alinha juntamente com a Inglaterra nas coligações anti-revolucionárias. Isso provoca as Invasões Francesas e a retirada da corte para o Brasil, com a criação de um vácuo da autoridade que desencadeia a Revolução Liberal do Porto, em 1820.

Volume V – Da Regeneração à República (1851-1910)

Com a Regeneração instala-se uma relativa paz política durante a qual é possível realizar um amplo programa de melhoramentos materiais: estradas, vias férreas e telégrafos. Os partidos Regenerador e Histórico revezam-se no poder com regularidade, durante os reinados de D. Maria II, D. Pedro V e D. Luís. Cresce rapidamente a classe média, aumenta a população das cidades e a emigração acentua-se. A colonização dos territórios africanos progride com rapidez e o Governo português projecta estender a soberania de Portugal desde Angola à costa do Índico.

Mas esse projecto foi interrompido por um Ultimatum inglês que emocionou todo o País. O Rei e o Governo monárquico foram acusados de não saber defender os interesses nacionais, e o Partido Republicano aumentou o seu dinamismo, ao mesmo ritmo em que se desacreditavam os partidos monárquicos. Uma revolta de civis e militares pôs termo ao regime monárquico e proclamou a República em 1910.

Volume VI – Do 5 de Outubro à actualidade (1910-2002)

Proclamada a República foi elaborada nova Constituição, acentuadamente parlamentarista. Em 1916, para evitar a perda das suas colónias, Portugal entrou na Primeira Guerra Mundial. Mas o desgaste do pós-guerra e uma crise nacional geral tiveram por efeito a ditadura militar que governou Portugal desde 1926 a 1933. Por iniciativa dos sectores nacionalistas e conservadores foi aprovada uma Constituição presidencialista que vigorou até 1974.

É esse o período a que se dá o nome de Estado Novo. A fadiga da Guerra Colonial e a crise política provocaram o fim da Segunda República em 25 de Abril de 1974. Após um período turbulento restabeleceu-se a democracia. Portugal vira-se então para a Europa.

Alma Mater Artís

Desculpem, mas hoje tenho de vos falar disto. Não sei se o coração e o meu bairrismo me poderão atraiçoar, por isso as minhas desculpas.

Ontem à noite quando passava por uma das praças da cidade onde moro, e que por sinal é a minha Cartaz__outdoor_IV_Mostra_Intercultural_2014_1_515_315cidade natal, estranhei um movimento anormal de jovens, alguns deles vestidos como fossem verdadeiros atores e estivessem no camarim de um qualquer Teatro Nacional. Eu e a minha mulher resolvemos ir ver o que se passava e então verifiquei que estava a decorrer o IV Festival Intercultural Maiato.

Como a entrada até era gratuita resolvemos ficar e ver o espetáculo que esses jovens estavam a apresentar. Fiquei surpreendido. Vi esquemas de dança de muito boa qualidade relacionados com os vários países de língua portuguesa.

Embora a qualidade do meu telemóvel, e do operador, deixe muito a desejar, resolvi captar uma dança relacionado com a escravatura.

Fiquei a saber que este grupo de jovens denominado Alma Mater Artís são alunos da Escola Secundária de Águas Santas na Maia e que, para além da atividade normal dos estudos, dedicam-se à dança e ao teatro.

Preparam espetáculos em que a solidariedade está sempre presente, como é o caso do espetáculo Mam’África. As receitas das últimas apresentações reverteram para o banco de leite, em S. Tomé e Príncipe.

Fiquei a saber que este grupo tem agora um “probleminha” pois alguns dos professores envolvidos neste projeto vão mudar de escola. Há inclusive uma petição na internet. Estou convencido que o Alma Mater Artís vai dar a volta a esta contrariedade.

Por parte da Portugalécia contem com o nosso humilde apoio.

Voces para la Paz

Voces_para_la_Paz_02Hoje venho falar-vos dum projeto que considero espetacular. Trata-se do projeto “Voces para la Paz” – Músicos Solidários. Poderão dizer-me: Mas o que é que este projeto tem a ver com a Portugalécia?  Na realidade este é um projeto em que as instituições envolvidas são quase todas de Madrid. Mas se verificarmos a âmbito do projeto, e as zonas do mundo onde ele tem influência, aí a nossa opinião muda certamente. Qualquer projeto que vise contribuir para a erradicação da pobreza, para a melhoria das condições de vida das pessoas e comunidades mais vulnenáveis e desfavorecidas, quer seja ao pé da porta, quer seja do outro lado do mundo, terá sempre o apoio e o carinho da Portugalécia.
Para conhecer melhor as “Voces para la Paz” – Músicos Solidários vejam aqui quem são. Vejam também os projetos que eles têm apoiado. Destaco dois desses por estarem relacionados com Moçambique, país irmão de Portugal e onde se fala a Língua de Camões: Reconstrução de um orfanato para 120 meninos afetadas de vih/sida em Moçambique e Construção de uma escola para 400 crianças também em Moçambique.
Os dois vídeos que vos trago, um deles é o ensaio geral de And the Glory of the Lord “El Mesías” de Haendel. Este vídeo no final apresenta algumas imagens do projeto de apoio a Moçambique. O outro é o 1492: Conquest of Paradise de Vangelis.

Tradição Jacobeia

Actualizado em 21-10-2014

Alberto_Solana_280_337Um dos projetos que tenho acompanhado com particular interesse é o projeto do Dr. Alberto Solana denominado Tradição Jacobeia.

Mas afinal quem é o Dr. Alberto Solana?

Na página do Facebook encontramos esta breve biografia:

Peregrino y amante del Camino de Santiago
Cantante y archivero del Coro de la Comunidad de Madrid
Co-organizador de los Conciertos de Voces para la Paz

Médico

Bem, esta pequena biografia já diz muito sobre o homem de quem vos quero falar. No entanto para aqueles que pretendam saber um pouco mais sobre o Dr. Alberto Solana aconselho verem esta notícia no portal guiarte.com

Outra das formas de conhecer mais aprofundadamente alguém é conhecer a sua obra. Como diz o nosso povo: “As obras falam por si só”.
E o momento é bastante propício pois o Dr. Alberto Solana acaba de iniciar a publicação em português dos vários artigos da sua obra.

Diz o Dr. Alberto Solana no prefácio do seu trabalho:

Entre  la postura apriorística de la ciencia histórica y los planteamientos especulativos de los esotéricos, es necesario un estudio de la Tradición Jacobea como origen del Camino de Santiago. El propósito del trabajo es el estudio de sus fuentes para ver si contiene indicios o criterios de verosimilitud, o es una falsedad arropada en el transcurso de la Historia.

Tradicao_Jacobeia_01

 Artigos em português:

1 – INTRODUÇÃO INICIAL DA TRADIÇÃO JACOBEIA

2 – ORIGEM DO CAMINHO DE SANTIAGO

3 – SANTIAGO ZEBEDEO: ENTRE A HISTÓRIA E A LENDA

4 – DUAS TRADIÇÕES NUMA

5 – CRITÉRIOS DA VERDADE GLOBAL

 Artigos  em castelhano:

1 – PLANTEAMIENTO INICIAL

2 – ORIGEN DEL CAMINO DE SANTIAGO

3 – SANTIAGO ZEBEDEO: ENTRE LA HISTORIA Y LA LEYENDA

4 – DOS TRADICIONES EN UNA

5 – CRITERIOS DE VEROSIMILITUD GLOBAL

6 – CRITERIOS DE VEROSOMILITUD EN LAS ESCRITURAS

7 – VEROSIMILITUD DEL DESTINO HISPANO

8 – CRITERIOS QUE JUSTIFICAN EL OLVIDO

9 – EL DESCUBRIMIENTO DEL SEPULCRO

10 – LA APORTACIÓN DE LA ARQUEOLOGÍA

11 – EVOLUCIÓN DEL SEPULCRO E INICIO DEL CULTO LOCAL

12 – CRITERIOS DE INTEGRIDAD Y CONTINUIDAD DEL EDÍCULO Y DE LOS RESTOS

13 – TEORÍAS ANTI-JACOBEAS

14 – LA PRUEBA DEL C14

15 – CONCLUSIÓN FINAL