Category Archives: Música

Música Sacra – Pedro de Escobar (c. 1465-post 1535)

sacred music_03Com este artigo damos início à série «Música Sacra».

Numa primeira fase divulgaremos os principais compositores de Música Sacra da área geográfica de Portugal, Galiza, Astúrias, Leão e Castela.

Em cada um dos artigos apresentaremos a biografia do compositor, alguns CD’s e faixas áudio, vídeos e, se possível, a  ligação a algumas partituras das suas obras.

A informação aqui divulgada é proveniente, principalmente, da Wikipédia, da CPDL – Biblioteca Coral de Domínio Público, do Spotify e do Youtube.

Pedro de Escobar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Languages (External link to Wikipedia)

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Pedro de Escobar (c.1465 – depois de 1535), também chamado Pedro do Porto, foi um compositor Português da Renascença. Foi um dos primeiros e mais hábeis compositores de polifonia na Península Ibérica, cujas obras sobreviveram.

Vida

Nasceu no Porto, Portugal, mas nada se sabe da sua vida até ter entrado ao serviço de Isabel de Castela em 1489. Foi cantor na capela real durante 10 anos, trabalhando também como compositor; era o único membro português da sua capela. Em 1499, Escobar voltou à sua pátria, mas em 1507 recebeu uma oferta de emprego, que aceitou, como maestro de capilla na catedral de Sevilha.

Em Sevilha era ele o professor dos coristas e o responsável pelo seu alojamento. Acabou por se despedir, queixando-se de baixo ordenado. Em 1521 trabalhou em Portugal, como mestre da capela para o Infante-Cardeal Dom Afonso. A sua carreira parece ter terminado da pior forma, já que a última referência à sua vida é um documento de 1535 onde se afirma que era um alcoólico vivendo na pobreza. Morreu em Évora.

Música e influências

Duas missas completas de Escobar sobreviveram, incluindo um Requiem, o primeiro composto por um compositor ibérico. Compôs também um Magnificat, 7 motetes, 4 antífonas, 8 odes, e 18 vilancetes. A sua música era muito popular, como o provam o aparecimento de cópias das suas músicas em locais distantes; por exemplo, a cópia de manuscritos seus na Guatemala. O seu motete Clamabat autem mulier Cananea foi particularmente aclamado pelos seus contemporâneos, tendo influenciado compositores posteriores.

Partituras

Áudio

Requiem: Offertorium
Pedro de Escobar

Vídeos

Requiem Aeternam
Virgen Bendita Sin Par

Notas e Agradecimentos:
À Wikipédia e a todos os que contribuem para a existência desta enciclopédia livre.
À CPDL – Biblioteca Coral de Domínio Público.
Ao Spotify por disponibilizar o acesso à Discografia
Ao Youtube por disponibilizar o acesso aos vídeos
Agradecemos a indicação de eventuaia erros neste artigo, ou na lista de faixas áudio, para procedermos à respetiva correção. Obrigado.
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Música Antiga – Ai flores, ai flores do verde pino (D. Dinis)

Cancioneiro da AjudaCom este artigo dou início à série «Música Antiga».

Nesta primeira parte da série partilharei convosco Cantigas Mediavais Galego-Portuguesas.

Em cada um dos artigos será apresentada a letra, música e biografia do autor.

Este trabalho só é possível graças à excelente base de dados existente no Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Esta base de dados é resultante do projeto Littera, edição, atualização e preservação do património literário medieval português, projeto liderado pela Profª. Graça Videira Lopes.

Ai flores, ai flores do verde pino (D. Dinis)

Género: Cantiga de Amigo
Autor: D.Dinis (D. Dinis na Wikipédia)

Letra

Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs conmigo?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado?
Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’amigo
e eu bem vos digo que é san’e vivo.
Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’amado
e eu bem vos digo que é viv’e sano.
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que é san’e vivo
e será vosco ant’o prazo saído.
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que é viv’e sano
e será vosc[o] ant’o prazo passado.
Ai Deus, e u é?

Discografia

Ai flores, ai flores do verde pino
D. Dinis

Notas e Agradecimentos:
Ao Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa por permitir o acesso à sua Base de Dados.
spotify-logo-primary-horizontal-light-background-rgbÀ Spotify. por disponibilizar o acesso à Discografia
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Artistas da Portugalécia – Maria do Ceo

Biografia

Maria_do_Ceo_1Maria do Ceo, es fado en estado puro, actualmente está considerada una fadista tradicional, por lo que en algunos medios de comunicación ya la consideran la sucesora de Amalia Rodrigues, tanto en el estilo, como en la interpretación.

Maria do Ceo, cuando canta transmite melancolia, dulzura, pasion, ternura, todos los ingredientes para ser una buena interprete de fado, porque realmente ella es:

Cuerpo de mujer y alma de fado.

Dicen de ella los críticos, que Maria do Ceo, nos acerca el fado como hasta ahora nadie había hecho antes.

Pero Maria do Ceo, no solo nos canta fado, también nos canta bolero con un dramatismo que nos recuerda a  la gran Chavela Vargas.

Maria_do_Ceo_2Uniendo sus múltiples influencias al sentir portugués y a la dulzura natural del idioma gallego, dotada de cualidades vocales excepcionales, envuelve de inmediato al público en un ambiente mágico con la musicalidad escalofriante que le brota del alma. Con una sólida carrera internacional ha sido reconocida y condecorada como embajadora de la cultura gallega en el mundo tiene siempre el Fado como inspiración primordial.

En el 2001 fue convidada para participar en el primer y gran homenaje póstumo a la persona que más influyo en su forma de cantar, Amalia Rodrigues dejando extasiado al numeroso público presente en el Coliseo de Lisboa.

Asistir a los conciertos de María do Ceo, significa sumergirse emocionalmente en un ambiente musical eclíptico pero familiar, de enorme belleza, donde entendemos de inmediato la identidad cultural Luso-Galaica.

Discografia

Fado Com Outro Acento
2012
Celme Encantado
2011

No bico un cantar
2010
Tan Lonxe
2007

Dúas Almas do Miño
2006
Panxoliñas (Villancicos)
2005

Fado e Outras Músicas
2004
Al Rescate Del Alma
2001

Vellas Lembranzas
1998
Cartas de Amor
1996

Vídeos

Rio de Lúa
Panxoliña – O pastor vinde adorar
Maria La Portuguesa
Piensa en Mi

Notas e Agradecimentos:
A Biografia é proveniente do site Maria do Ceo (09-11-2014).
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Artistas da Portugalécia – Ronda dos Quatro Caminhos

Biografia

rondadosquatrocaminhos1-790x490Formado por músicos que vinham há já alguns anos dedicando a sua atenção à cultura popular, aos instrumentos e à música tradicional portuguesa, a Ronda dos Quatro Caminhos surge em 1983.

Embora numa linha de respeito pela especificidade de cada região, o grupo envereda desde logo não tanto pela simples reprodução das canções regionais, mas antes por um trabalho de recriação.

Assim, em 1984 grava o primeiro LP – de título Ronda dos Quatro Caminhos – posteriormente publicado em vários países europeus.

Em 1985, é editado o disco Cantigas do Sete-Estrelo, e no mesmo ano no Natal é publicado o terceiro álbum – Canções Tradicionais Infantis – um trabalho que contou com a participação da Tété e do Mário Viegas.

Em 1986 o grupo gravou Amores de Maio.

Em 1987 concretiza-se uma ideia antiga, fazer um disco de fados tradicionais. Assim o quinto álbum: Fado Velhos.

Em 1989 é publicado o álbum de antologia O Melhor da Ronda, e em 1991 o grupo edita Romarias.

Em 1993, no Teatro Municipal S. Luís, em Lisboa, a Ronda apresenta o seu primeiro concerto com a intenção de uma gravação ao vivo. Uma Noite de Música Tradicional, para além do memorável êxito que obteve, resultou ainda no oitavo disco.

Em 1997 é editado o CD Recantos, agora com uma sonoridade mais urbana e conceptual.

Em 1999 Outras Terras, um trabalho que reflecte  muitas das vivências e dos aromas de tantas viagens.

Em Novembro de 2000, no Teatro Garcia de Resende em Évora, o grupo gravou, de novo ao vivo, o que viria a ser o primeiro CD duplo da sua carreira: Alçude.

Em 2003, e após dois anos e meio de trabalho, a Ronda publicou o seu mais ousado trabalho, Terra de Abrigo, um disco exclusivamente dedicado ao cante alentejano, com a participação da Orquestra Sinfónica de Córdoba, oito Grupos Corais do Alentejo, e ainda as participações da marroquina Amina Alaoui, da cantora de flamenco Esperanza Fernández, do guitarrista José António Rodriguez, e ainda de Pedro Caldeira Cabral e Katia Guerreiro.

Em Janeiro de 2004 o grupo apresentou o projeto Terra de Abrigo no grande auditório do Centro Cultural de Belém, em dois concertos que deram origem à publicação de um DVD com o mesmo nome.

Ronda_Quatro_Caminhos_1200x899Com a participação das Adufeiras de Monsanto, o Grupo Coral Guadiana de Mértola, os Cantares de Évora, o Coro Polifónico Eborae Musica, e o Quarteto de Cordas Opus 4, é publicado em Outubro de 2007 o CD Sulitãnia, um trabalho que surgiu na sequência de um convite dos Municípios de Évora, Mértola e Idanha-a-Nova.

Nestes mais de vinte anos de intensa atividade, a Ronda dos Quatro Caminhos fez centenas de concertos por todo o país e pelo estrangeiro: Cabo Verde, Macau, Brasil, Canadá, Espanha, Itália, Bélgica, França, Holanda, entre vários outros países.

Discografia

Tierra Alantre (Com Orquestra Sinfónica Portuguesa)
2014
Outras Terras
2012

Alçude
2006
Amores de Maio
2006

Canções Esquecidas
2006
Romarias
2006

Terra de Abrigo
2006
A Arte e a Música da Ronda dos Quatro Caminhos
2004

O Melhor de 2 – Ronda dos Quatro Caminhos
Terra a Terra

2001
Uma Noite de Música Tradicional
1993

Vídeos

Limoeiro
2007
Saias Raianas
2007
Almocreve
2007
Vizinha Tem Cá Lume
2007

Notas e Agradecimentos:
A Biografia é proveniente do site Ronda dos Quatro Caminhos (11-10-2014).
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Artistas da Portugalécia – Uxía

Biografia

UxíaUxía, a voz do Atlántico. Uxía concibe escribindo palabras e músicas que saen sempre do máis profundo e íntimo do ser, da alma. Neste 2012 celebra máis de 25 anos de carreira artística que a converten nunha das voces máis populares e valoradas da nosa lingua. As súas cancións teñen sempre a presenza latente ou explícita da música tradicional, cun tratamento anovador e persoal.

Desde o seu debut con “Foliada de Marzo” en 1986, o seu traballo representa un punto de encontro para as diferentes culturas, un xeito de comunicación entre pobos e xentes.

Integrante do grupo Na Lúa ata 1991, Uxía emprende un camiño en solitario que responde a unha natural evolución da súa traxectoria. Nese mesmo ano publica “Entre cidades”, e catro anos despois, “Estou Vivindo no ceo”, disco moi valorado pola crítica que afianza a súa proxección internacional.

En 1997 edita xunto ás cantantes Rasha (Sudán) e María Salgado (Castela) e o guitarrista Cuchús Pimentel “La sal de la vida”, un disco marcado pola diversidade e polo cruce cultural.

Xa en 2000 publica “Danza das areas”, traballo que representa un punto de inflexión no seu camiño con composicións propias e sons máis contemporáneos.

Sempre tivo a convicción de que un pobo que cantou desde tempos inmemoriais non pode perder un instrumento tan fundamental como a propia voz. Por esa razón, promoveu a creación de grupos de cantareiras como Malvela ou Cantadeiras do Berbés e participou en numerosas experiencias musicais con artistas da talla de Tito Paris, Jessie Norman, Dulce Pontes, Noa, João Afonso ou Chico César, entre outr@s.

Salienta tamén o seu labor como productora musical en discos como “Vida Miña” e “Interior” de Emilio Rúa, “Na Flor dos meus anos” de Señora Carmen e Malvela, publicados por Malvela, e “A nena e o grilo” de Magín Blanco para a Editorial OQO.

Uxía recolle nas súas composicións a esencia de todas esas experiencias que a teñen levado a un contacto permanente con músic@s de culturas afíns. Todo xorde e flúe como unha consecuencia natural da relación permanente con artistas destas latitudes e da escoita atenta e continuada das súas músicas ou as músicas tradicionais que as inspiraron.

A súa paixón pola mestizaxe consegue unir e reunir voces, instrumentos, ritmos, sons… é un imán para o talento, e así o demostra como directora artística na creación do Festival Internacional da Lusofonía “Cantos na Maré”, un espectáculo concibido como punto de encontro de artistas da área lusófona no que o escenario se transforma nunha festa multicultural coas mellores voces de Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guinéa Bissau, etc.

Co disco, “Eterno Navegar”, percorre camiños de sonoridades atlánticas e ritmos africanos que se mesturan coa súa melodiosa voz e o seu estilo intimista. Co seu moi recente “Meu Canto”, Uxía sigue o ronsel dunha cultura que viaxa e muda o significado e a natureza das fronteiras. Nesta ocasión a súa travesía lévanos a Brasil, onde foi gravado este traballo, nos estudios da editora Biscoito Fino, en Rio de Janeiro.

A escolla non foi casual. Uxía quixo abordar este novo reto coa produción do prestixioso músico Jaime Alem (produtor de Maria Bethânia), o talento e a complicidade do virtuoso instrumentista Sérgio Tannus, e tamén a intervención conxunta no tema “Os Teus Ollos” de Lenine, toda unha garantía para palabras e músicas que saen sempre do máis profundo e íntimo do seu ser, da súa alma.

Discografia

Andando a Terra (Uxía Canta Manuel Maria)
2013
Na Lingua Que Eu Falo
2013

Rosalía Pequeñina
2013
Meu Canto
2011

Danza das Areas
2010
Estou Vivindo no Ceo
1995

Vídeos

Uxía – Concert at Santiago de Compostela
2013
Pensar em vc Uxía
2013
]
]

Notas e Agradecimentos:
A Biografia é proveniente do site Uxía Meu Canto (03-10-2014).
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Concerto Solidário

Concerto no Auditório Nacional de Música – Madrid

LOGO1-3_220_158Hoje Portugalécia não faz por menos…

Para comemorar o atingimento da primeira centena de amigos Portugalécia na página do Facebook, oferecemos, a todos os nossoa amigos, entradas  no Auditório Nacional de Música de Madrid para o Concerto Solidário “Voces para la Paz”.

Entremos, pois o concerto está a começar…

Auditorio_Nacional_de_Música_(Madrid)_01Para já a oferta foi virtual… Quem sabe no futuro possa ser real.

Espero que tenham gostado.

Alma Mater Artís

Desculpem, mas hoje tenho de vos falar disto. Não sei se o coração e o meu bairrismo me poderão atraiçoar, por isso as minhas desculpas.

Ontem à noite quando passava por uma das praças da cidade onde moro, e que por sinal é a minha Cartaz__outdoor_IV_Mostra_Intercultural_2014_1_515_315cidade natal, estranhei um movimento anormal de jovens, alguns deles vestidos como fossem verdadeiros atores e estivessem no camarim de um qualquer Teatro Nacional. Eu e a minha mulher resolvemos ir ver o que se passava e então verifiquei que estava a decorrer o IV Festival Intercultural Maiato.

Como a entrada até era gratuita resolvemos ficar e ver o espetáculo que esses jovens estavam a apresentar. Fiquei surpreendido. Vi esquemas de dança de muito boa qualidade relacionados com os vários países de língua portuguesa.

Embora a qualidade do meu telemóvel, e do operador, deixe muito a desejar, resolvi captar uma dança relacionado com a escravatura.

Fiquei a saber que este grupo de jovens denominado Alma Mater Artís são alunos da Escola Secundária de Águas Santas na Maia e que, para além da atividade normal dos estudos, dedicam-se à dança e ao teatro.

Preparam espetáculos em que a solidariedade está sempre presente, como é o caso do espetáculo Mam’África. As receitas das últimas apresentações reverteram para o banco de leite, em S. Tomé e Príncipe.

Fiquei a saber que este grupo tem agora um “probleminha” pois alguns dos professores envolvidos neste projeto vão mudar de escola. Há inclusive uma petição na internet. Estou convencido que o Alma Mater Artís vai dar a volta a esta contrariedade.

Por parte da Portugalécia contem com o nosso humilde apoio.