Música Antiga – Ai flores, ai flores do verde pino (D. Dinis)

Cancioneiro da AjudaCom este artigo dou início à série «Música Antiga».

Nesta primeira parte da série partilharei convosco Cantigas Mediavais Galego-Portuguesas.

Em cada um dos artigos será apresentada a letra, música e biografia do autor.

Este trabalho só é possível graças à excelente base de dados existente no Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Esta base de dados é resultante do projeto Littera, edição, atualização e preservação do património literário medieval português, projeto liderado pela Profª. Graça Videira Lopes.

Ai flores, ai flores do verde pino (D. Dinis)

Género: Cantiga de Amigo
Autor: D.Dinis (D. Dinis na Wikipédia)

Letra

Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs conmigo?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado?
Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’amigo
e eu bem vos digo que é san’e vivo.
Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’amado
e eu bem vos digo que é viv’e sano.
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que é san’e vivo
e será vosco ant’o prazo saído.
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que é viv’e sano
e será vosc[o] ant’o prazo passado.
Ai Deus, e u é?

Discografia

Ai flores, ai flores do verde pino
D. Dinis

Notas e Agradecimentos:
Ao Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa por permitir o acesso à sua Base de Dados.
spotify-logo-primary-horizontal-light-background-rgbÀ Spotify. por disponibilizar o acesso à Discografia
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Qualquer dúvida contacte a Portugalécia.
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A Alma e a Gente (I) – Terras de Vasco da Gama

jose-hermano-saraiva-1450Com este artigo continuamos a publicação dos programas «A Alma e a Gente (I)» emitidos pela RTP.

Neste programa o Prof. José Hermano Saraiva fala-nos de Vasco da Gama e de Sines.

A Alma e a Gente (I)
Episódio 24 – Terras de Vasco da Gama

Vamos a Sines para falar duma das figuras mais notáveis da História de Portugal, até um dos grandes vultos na História Europeia do início dos tempos modernos, Vasco da Gama. Toda a vida teve um sonho ser “Conde de Sines” e nunca realizou esse sonho. Mais tarde D. Manuel dá-lhe o título de Conde da Vidigueira, mas é claro que não foi por ser Conde que Vasco da Gama entrou na História, foi por ter sido ele quem descobriu um caminho marítimo directo desde Lisboa até à Índia.

Episódios Anteriores

A Alma e a Gente (I) – Álvaro Gonçalves Coutinho, O Cavaleiro Andante

A Alma e a Gente (I) – Sal e Matemática em Alcácer

A Alma e a Gente (I) – E afinal quem foi Costa Cabral?

A Alma e a Gente (I) – Na Casa de Egas Moniz

A Alma e a Gente – A Nebulosa das Lendas

Ben falado – Os posesivos: meu teu seu (Capítulo 252)

Xesus_Ferro_RuibalContinuamos a publicação dos episódios do programa «Ben falado» da CRTVG, um microespaço de cinco minutos de duração dedicado à Língua galega.

Este programa é dirigido e apresentado por Xesús Ferro Ruibal.

Capítulo 252 de Ben Falado: Os posesivos: meu teu seu

Fraseoloxía: “No día de San Xulián vestidos hei de estrear que os fan as rexoubeiras que hai no mou lugar” (Ponteceso)

Autor: Rosario Álvarez

Capitulo_252

Lendas Vivas – A peregrinación dos mortos (San Andrés de Teixido)

Neste artigo continuamos a publicação dos programas «Lendas Vivas» emitidos pela V Televisión.

Lendas_VivasAchegarémonos ao momento no que a historia se transforma en mito, ao momento no que os contos se converten en lendas vivas.

Galicia é terra de lendas. É a terra da Santa Compaña, de historias de sereas, meigas e meigallos, de lendas con profundas raíces na cultura popular transmitidas ao longo dos séculos pola tradición oral. Lendas Vivas é unha nova forma de transmisión destas lendas, impresionantes representacións audiovisuais daquelas historias que, a través da senda do tempo, chegaron ata os nosos días. Coa inestimable compañía de Xosé Couñago e entrevistas a historiadores e persoas próximas ao mundo das lendas, indagaremos para achegarnos ao momento no que a historia se transforma en mito, ao momento no que os contos se converten en lendas vivas.

A peregrinación dos mortos (San Andrés de Teixido) (cap.6)

Hai unha lenda de clara orixe popular que explica as orixes do santuario. A lenda parte sempre da chegada de Santo André ou dos seus restos a este punto de xeografía galega. Neste punto a lenda sepárase en dúas versións, na primeira, Santo André queixase ao Noso Señor do afastado e montesío do sitio que vai facer que ningún romeiro se achegue ata tan lonxe, ao que Cristo responde: Quédate eiquí, San Andrés,/que de mortos ou de vivos/todos te virán ver. Noutra versión, Santo André compárase co seu compañeiro de apostolado, Santiago, que ten templo grande, camiño de sona e miles de romeiros, mentres que el apenas ten fieis que lle recen. Tamén neste caso o Señor promete compensarlle o suposto aldraxe asegurándolle que han de ir de mortos os que non foron de vivos.

A peregrinación dos mortosNota: Os textos em galego ou castelhano, as imagens e o vídeo aqui reproduzidos provêm do site da V Television ou da Wikipedia. Pelo facto apresentamos à V Television e Wikipedia os nossos agradecimentos.

Cuidado com a Língua! (VII) – Episódio 1

Diogo_InfanteÉ o regresso do magazine à volta da língua portuguesa apresentado pelo ator Diogo Infante e a locução da jornalista Maria Flor Pedroso, com um grafismo diferente e novas rubricas. A barba e algumas das expressões e curiosidades a ela associadas são o tema do primeiro programa desta 8.º série. Por exemplo, a diferença entre “barba à moda de D. Miguel” e “barba à moda de D. Pedro IV”. E entre “suíças”, “presuntos” e “matação”? E porque é que se diz que «os homens de barba ruiva não são de confiança»? Quanto aos habituais tropeções: «Sou um dos que ainda gosta de fazer a barba» ou «sou um dos que ainda gostam de fazer a barba»?

Cuidado com os erros… Cuidado com as palavras…
“Cuidado com a língua!” está de volta à RTP, para a sua 8.ª temporada.
Descubra novos temas, expressões, curiosidades linguísticas… E um mundo de palavras que nos dá a conhecer melhor a língua portuguesa.

“Cuidado com a Língua!” tem a autoria do jornalista José Mário Costa, responsável do sítio na Internet Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, com a participação da professora Maria Regina Rocha (consultora linguística) e dos guionistas João Lopes Marques e Paula Campos (a partir desta nova série de 13 programas, a 8.ª).
“Cuidado com a Língua!” é um espaço didático, informativo e lúdico, divertido e com algum humor q.b..
A realização tem a assinatura de Ricardo Freitas, com a produção, grafismo e edição da produtora “Até ao Fim do Mundo”.

Cuidado_com_a_Língua_VII_Episódio_01

Crónicas Ilustradas – Não se faz!

Continuamos a série «Crónicas Ilustradas» por Manuel Varzim.

Manuel VarzimManuel Varzim é Engenheiro Eletrotécnico pela Universidade do Porto e um amante da Cidade do Porto. Os seus dotes como fotógrafo são deveras evidentes como provam as fantásticas fotografias na página Capítulos Fotográficos, que partilha com mais dois colegas.

Agora mima-nos com estas Crónicas que enriquecem as suas já excelentes fotografias.

Não se faz!

Copos

Pese embora fosse literalmente igual a todos os outros seus companheiros, o nosso copo não se considerava apenas mais um.
Vá-se lá saber porquê, achava que os seus rebordos eram mais finos, melhor burilados e mais bem alisados que os demais, e por isso criavam uma sensação de suavidade extrema a todos os clientes que recorrentemente o beijavam com os seus lábios.
A essa sensação de distinção especial também não seria alheia a fama de sortudo que o nosso copo auferia: tudo quanto fosse menina bonita com lábios perfeitos, era a ele que tocaria a sorte de ser beijado. Nos dias em que tal ocorria dormia logo melhor, com sonhos azuis da cor dos copos e muitas luzinhas a brilhar, feitas estrelas cadentes, que desenhavam linearmente o seu corpo de alto a baixo, até pousarem suavemente no pé.
Para ele as meninas tinham, aliás, uma dupla virtude: é que para além de lábios delicados que beijavam com ternura, quase mastigando lentamente os néctares que o copo lhes oferecia, tinham por princípio não estragar a sua compostura, evitando torcer indevidamente o corpo para trás para facilitar a ingestão dos restos finais dos líquidos jazentes. Este comportamento fazia assim com que a parte oposta do rebordo que beijava os lábios roçasse eroticamente no nariz. Era um duplo e louco prazer!
A irmandade de copos a que pertencia servia no Bom Sucesso, uma praça antiga e famosa da nossa cidade, agora transformada num excecional concentrado de mini tascas, cafés e tabernas, onde os turistas e os portuenses reconheciam a elevada qualidade que os fazia lá regressar repetidamente, tantas eram as maravilhosas opções com que eram presenteados.
Vivia asssim feliz o nosso copo, sempre na esperança de poder um dia ser beijado por uma artista bela e famosa, que o fizesse delirar e atingir a quintissência celestial da vida.

E não é que esse dia chegou?
Descobriu ele que na longa fila de clientes que se tinha formado nesse fim de tarde, se encontrava a bela e mundialmente famosa Nicole Kidman que, como qualquer ser humano que se preze, tinha decidido vir conhecer a nossa afamada cidade, fazendo escala prolongada para o próximo filme em rodagem.
Danada de bela! Com um lindíssimo pentado louro, e de olhos azuis que por certo brilhariam até no escuro, a sua face parecia mais de um anjo do que de um reles terreno, tudo culminando na cereja que, literalmente, desenhavam os seus lindíssimos lábios.
O nosso copo, mal a descobriu, estremeceu orgasmicamente de alto a baixo, fixando-lhe magneticamente os olhos, não querendo acreditar no que via. Colocou então o seu mais romântico e terno olhar, e não tardou a casar os companheiros que tinha à sua frente, prontos a servir, com os clientes que antecediam a beldade. Sortudo como era, a coisa encaixava na perfeição: oito copos, oito clientes, e a beldade era inteirinha para si! Atrás dela estava já uma longa comitiva de seguidores, encabeçada por um homenzarrão forte e espadaúdo, com fuça em vez de cara, compondo um aspeto de meter medo aos mortos, e que seguramente mais não seria do que o seu principal guarda-costas. O copo olhou de soslaio para o companheiro que se lhe seguia no serviço, num esgar cheio de dó e compaixão pela sorte que iria tocar ao desgraçado.
À medida que a fila ía encolhendo, e a beldade aproximando, antecipava cada momento de prazer que se seguiria, sentindo-se já virtualmente beijado pelos belíssimos lábios de que não conseguia desviar o olhar.
Quando chegou a sua vez tremia compulsivamente na mão do barman, esperando a todo o momento ser banhado por um duche de cerveja gelada, explodindo o arrepio contínuo que atravessava freneticamente todo o seu corpo.
Com a voz mais delicada que alguma vez os seus ouvidos almejariam ouvir, a beldade deu finalmente a ordem ao barman para desencadear a anseada torrente de prazer:
– A coffee, please!
Não se faz!

Artistas da Portugalécia – Maria do Ceo

Biografia

Maria_do_Ceo_1Maria do Ceo, es fado en estado puro, actualmente está considerada una fadista tradicional, por lo que en algunos medios de comunicación ya la consideran la sucesora de Amalia Rodrigues, tanto en el estilo, como en la interpretación.

Maria do Ceo, cuando canta transmite melancolia, dulzura, pasion, ternura, todos los ingredientes para ser una buena interprete de fado, porque realmente ella es:

Cuerpo de mujer y alma de fado.

Dicen de ella los críticos, que Maria do Ceo, nos acerca el fado como hasta ahora nadie había hecho antes.

Pero Maria do Ceo, no solo nos canta fado, también nos canta bolero con un dramatismo que nos recuerda a  la gran Chavela Vargas.

Maria_do_Ceo_2Uniendo sus múltiples influencias al sentir portugués y a la dulzura natural del idioma gallego, dotada de cualidades vocales excepcionales, envuelve de inmediato al público en un ambiente mágico con la musicalidad escalofriante que le brota del alma. Con una sólida carrera internacional ha sido reconocida y condecorada como embajadora de la cultura gallega en el mundo tiene siempre el Fado como inspiración primordial.

En el 2001 fue convidada para participar en el primer y gran homenaje póstumo a la persona que más influyo en su forma de cantar, Amalia Rodrigues dejando extasiado al numeroso público presente en el Coliseo de Lisboa.

Asistir a los conciertos de María do Ceo, significa sumergirse emocionalmente en un ambiente musical eclíptico pero familiar, de enorme belleza, donde entendemos de inmediato la identidad cultural Luso-Galaica.

Discografia

Fado Com Outro Acento
2012
Celme Encantado
2011

No bico un cantar
2010
Tan Lonxe
2007

Dúas Almas do Miño
2006
Panxoliñas (Villancicos)
2005

Fado e Outras Músicas
2004
Al Rescate Del Alma
2001

Vellas Lembranzas
1998
Cartas de Amor
1996

Vídeos

Rio de Lúa
Panxoliña – O pastor vinde adorar
Maria La Portuguesa
Piensa en Mi

Notas e Agradecimentos:
A Biografia é proveniente do site Maria do Ceo (09-11-2014).
spotify-logo-primary-horizontal-light-background-rgbA Discografia é proveniente do site da Spotify.
Para tirar o melhor partido desta página deverá instalar o Spotify.
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